EFEITO DE OITO SEMANAS DE BALLET CLÁSSICO NO CONTROLE POSTURAL DINÂMICO DE ESCOLARES: RESULTADOS PRELIMINARES

  • : KÉLEN MUNOZ PINTO¹, KARINE JOSIBEL VELASQUES STOELBEN², GABRIELA DOS SANTOS DE SOUZA¹, ROSE LOBEL¹, CARLOS BOLLI MOTA¹
  • : ¹Laboratório de Biomecânica, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Rio Grande do Sul. ²Laboratório de Neuromecânica Aplicada, Universidade Federal do Pampa, Uruguaiana, Rio Grande do Sul.
  • : Introdução: O Ballet clássico apresenta coreografias específicas que geram adaptações na funcionalidade e flexibilidade dos membros inferiores, além de melhorias na propriocepção e equilíbrio de crianças e adolescentes que praticam regularmente essa modalidade. Contudo, estes resultados também podem ocorrer em curto prazo e em tarefas de equilíbrio dinâmico? Objetivo: Verificar se oito semanas de Ballet clássico modificam o controle postural dinâmico de escolares. Materiais e métodos: Nove meninas randomizadas em grupo intervenção (n=5, idade: 10,2±1,3 anos; estatura: 1,50±0,06 metros; massa: 40,04±8,29 kg) e grupo controle (n=4, idade: 11,0±0,00 anos; estatura: 1,47±0,05 metros; massa: 42,1±8,9 kg) participaram do estudo (CAAE:65327017.2.0000.5346, Clinical Trial:NCT03629821). A prática de Ballet clássico foi realizada durante 75 minutos, três vezes por semana por oito semanas. Para avaliação do controle postural dinâmico foi utilizado o Star Excursion Balance Test nas direções anteroposterior, mediolateral e posteromedial por avaliador treinado e cegado. Os grupos foram avaliados pré-intervenção, após quatro e oito semanas. Equações de estimação generalizadas foram realizadas seguidas de post-hoc Bonferroni para identificar o efeito do tempo, dos grupos e da interação. Resultados: O tempo teve efeito com aumento da distância após oito semanas em todas direções e no escore total da perna não-preferida (p≤0,001) e na direção posteromedial e escore total da perna preferida (p≤0,037). Entre pós quatro e oito semanas, a perna não-preferida aumentou o desempenho na direção posteromedial (p=0,003). As direções posteromedial e posterolateral e o escore total apresentaram interação para a perna não-preferida (p≤0,017). O grupo intervenção apresentou aumento na distância após quatro semanas na direção posterolateral (p=0,001) e após oito semanas nas duas direções e no escore total (p<0,001). O grupo controle apresentou aumento na distância posteromedial e no escore total entre os pós quatro e oito semanas (p<0,001). Conclusão: A prática de Ballet Clássico parece melhorar o desempenho do membro não-preferido de escolares. Palavras-chaves: Criança. Equilíbrio postural. Terapia através da dança. Terapia por exercício. Dança.
  • : locomoção_e_postura
  • : karinestoelben@gmail.com